CIVITAS agraciada com o Prémio Pró-Autor da SPA

A CIVITAS – Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos do Cidadão, fundida com a Liga Portuguesa dos Direitos Humanos há quase uma década, foi agraciada com o Prémio Pró-Autor da Sociedade Portuguesa de Autores, entregue no dia 22 de Maio de 2017, Dia do Autor Português, “como forma de reconhecimento pelo contributo para a promoção dos valores culturais e da cidadania em Portugal“.

José Rebelo (ao centro) recebeu em nome da CIVITAS o Prémio Pró-Autor da SPA, presidida por José Jorge Letria (à esquerda)

 

O Presidente da LPDH-Civitas, José Rebelo, esteve presente na cerimónia para receber o honroso Prémio, acompanhado pelos membros da Direcção Maria Luísa Marques Júnior e Vítor Graça, tendo proferido o discurso de agradecimento que se segue:

 

Excelentíssimo Senhor Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.

É para mim uma honra receber, em nome da CIVITAS – Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos do Cidadão, este Prémio Pró-Autor com o qual a Sociedade Portuguesa de Autores quis distinguir, no Dia do Autor, as actividades desenvolvidas pela CIVITAS em prol da cultura e do respeito pelos Direitos Humanos em Portugal.

Gostaria, no entanto, de associar a este Prémio dois nomes. De dois grandes amigos já falecidos que foram, eles sim, os grandes animadores, os grandes impulsionadores da CIVITAS. Refiro-me ao Coronel Vítor Alves e à Dra. Helena Cidade Moura, respectivamente Presidente e Vice-Presidente da instituição durante sucessivos mandatos. Foi com a sua determinação e o seu entusiasmo que a CIVITAS conseguiu levar por diante os seus objectivos. Vencendo tantas e tantas dificuldades.

Por isso, esta homenagem à CIVITAS é, sobretudo, uma homenagem a Vítor Alves e a Helena Cidade Moura.

Criada em Dezembro de 1989, a CIVITAS conta, na lista dos seus fundadores, com nomes grandes da cultura e da política portuguesa como Magalhães Mota, Vasco Lourenço, Vítor Sá Machado, Fernando Amaral, António Marques Júnior, Natália Correia, Domingos Moura, Sanches Osório, etc.

Mas outra organização existia também em Portugal com propósitos muito semelhantes ao da CIVITAS: a Liga Portuguesa dos Direitos Humanos, criada em 1921 por Magalhães Lima.

Não foi preciso muito tempo para se verificar que a existência de duas Associações da mesma natureza era injustificada. Daí que, em Dezembro de 2008, e graças ao empenhamento de diversas personalidades, em particular do Dr. Carlos Monjardino, as duas Associações se fundissem dando origem à Liga Portuguesa dos Direitos Humanos / CIVITAS, a que me orgulho de presidir, procurando assim dar continuidade às iniciativas que protagonizei, no âmbito da CIVITAS, enquanto seu Vice-Presidente.

Apesar de pouco se falar dela (mas não é este o momento indicado para se analisar as características que fazem com que um acontecimento seja, ou não, mediatizável), a Liga Portuguesa dos Direitos Humanos / CIVITAS, instituição reconhecida de interesse público, é membro activo da Federação Internacional dos Direitos Humanos, organização com sede em Paris que agrega mais de centena e meia de organizações de defesa dos Direitos Humanos espalhadas pelo mundo. É membro activo da Associação Europeia dos Direitos Humanos, sediada em Bruxelas, e da Associação EuroMed Droits, que, a partir de Copenhaga, engloba organizações dos Direitos Humanos das duas margens do Mediterrâneo.

É em representação da CIVITAS e, agora, da Liga Portuguesa dos Direitos Humanos / CIVITAS aqui também representada pela sua Vice-Presidente, Luísa Marques Júnior, e pelo seu Secretário-Geral, Vítor Graça, que recebo este Prémio que tudo faremos para merecer.

Uma vez mais, Dr. José Jorge Letria, o nosso muito obrigado.

JOSÉ REBELO